Tag town é um livro de Martha Cooper que mostra mais ou menos o começo da febre do graffiti writing, esse que você escreve seu nome, símbolo na parede. Além de fotos muito boas o livro conta com textos esclarecedores e muito bem escritos (difícil de ver em livros sobre graffiti), Martha Cooper disseca as tags afim de analisar elementos em comum, por exemplo o uso do “one” no final dos nomes que significa 1 só, uma identidade mostrando que o escritor tem um único estilo, entre essas análises sobre as tags Martha vai longe, o livro conta com textos de antropólogos pesquisadores da escrita de rua.
Essas acima são tags do Basquiat um importante artista que teve nas ruas o seu grande portal para o mundo artístico.
No livro não chega a mostrar fotos mas citam bastante o Conrbread, ”um dos primeiros ” escritores de rua, eu digo entre aspas pois esse hábito de escrever nas paredes já é mais velho que a roda. Em 65, Cornbread já assinava seu nome pelas ruas da cidade, mas existem registros muito mais antigos de antes dele. Desses pequenos escritores surgiu umas das maiores crews de escritores que já se ouviu falar, essa é a MTA, o nome foi sugado do sistema de transporte metropolitano, mas na linguagem das ruas essa sigla significa outra coisa: “Most Talked About “.
O mais legal da década de 70 no graffiti foi ver a inocência na escrita, na maioria das vezes praticada por moleques de 12 aos 18, era uma brincadeira muito divertida e saudável para eles na época, no lugar de se envolverem com drogas ou gangues assinavam seus nomes pela cidade.
O livro termina falando mais sobre esse caráter instintivo do graffiti, essa quase que pré disposição do homem a escrever nas paredes, deixar sua marca para ficar na história de alguma maneira e eternizar seu nome. Comprem e leiam esse livro porque vale muito a pena!





